♒ нomε swεετ нσmε!

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terça-feira

Cheeega! chega de chorar :)

          Chega de dor no estômago, chega de perder a cabeça por quem não vale a pena. Chega de amar quem não sabe o que é o amor, de lutar por quem não sabe o que quer da vida . Chega de passado, de lixo, de entulhos ! Estou fazendo uma faxina geral no meu coração! Tudo vai ficar esquecido na gaveta da saudade e das mágoas profundas . Eu voltei a ser feliz e estou rindo muito de tudo que aconteceu . É , tô no comando outra vez .
Beijos;*

Bizarrisse do més: O incrível caso do homem com dois pênis ;O

Antes de começar quero falar que eu ja to com medon ;* ekek.
Jean (ou Juan) Baptista dos Santos, português nascido em Faro, Portugal, em 1843. Filho de um casal normal, com dois irmãos também normais, Jean nasceu com dois pênis e três testículos. Ao contrário do que se fazia na época, Jean não foi exibir seus dois pênis em um circo de aberrações. Aparentemente, sua condição ficou restrita aos círculos médicos da Inglaterra e da França. Além da condição reprodutora anormal, ele também possuía uma terceira perna.
Os dois pênis de Jean eram funcionais. Ele conseguia urinar e ter ereções com ambos, simultânea ou independentemente. Segundo C.D. Fredericks, autor da única foto conhecida de Jean, ele era capaz de se excitar com a simples visão de uma mulher. Ele poderia ter relações com um pênis e, quando este não estivesse mais disponível, continuar com o outro. Ou usar os dois ao mesmo tempo.
Agora pequenos padawans, pensem no que seria uma mulher perfeita para um homem com dois pênis que funcionam ao mesmo tempo.
Usem a imaginação de vocês e imaginem o que deveria ter a mulher ideal para um homem com dois pênis.
Imaginaram?
Blanche Dumas nasceu na ilha caribenha da Martinica, em 1860, de pai francês e mãe mestiça. Ela tinha duas vaginas e duas vulvas bem desenvolvidas. Quando adulta, se mudou para a França e virou uma cortesã (prostituta de luxo, ignorante) muito requisitada. Além dos seios normais, possuía mais dois localizados entre as pernas. Estes seios extras também possuíam mamilos, mas não eram funcionais. Para completar o pacote, ela também possuía uma terceira perna.

;O
 Blanche Dumas
Agora me diz qual a probabilidade um um homem com dois pênis e três pernas viver na mesma época e no mesmo país que uma mulher com duas vaginas, quatro seios e três pernas?
A única coisa que dá para afirmar que que a chance não é nula, pois isto aconteceu e está documentado.
Mas infelizmente não há registro de que dos Santos e Dumas tenham se encontrado, mesmo com a libido acima do normal que Dumas tinha e com seu desejo confesso de manter relações com ele. É uma pena, pois se isto realmente tivesse ocorrido, eles seriam, com certeza, o casal mais bizarro do mundo.
E este é apenas mais uma destas coincidências que simplesmente acontecem.

SAAAALVE O MUNDO *O*

Os dois lados da moeda ;O

- Mãe!! Tenho duas novidades, uma você vai gostar e a outra não... qual você quer primeiro?
- A boa!
- Terminei com aquele menino estranho que você detestava...
- Finalmente você resolveu me ouvir minha filha! 
Não aguentava mais acender vela pra fazer você mudar de idéia... Mas me conte, o que levou você à fazer isso?
- É uma longa história... No começo desse ano descobri que um objeto-fálico-não-orgânico movido à pilhas (não me pergunte oque é isso) é capaz de me fazer muito feliz. Desde então eu venho buscando homens que tenham mais do que apenas um pênis para me oferecer...
- ......E qual é a novidade ruim?
- Desisti de ser hetero!
- a mão ficou chocada, tirou a roupa na frente da filha e mostrou que era  "hermafrodita" ;O corre- 
daí as duas começaram a fazer sexo ;O, voce ta gostando da história ne? eusei y.y e quando pensar que não.
-PUF* o pai dela chega ;O
e em vez dele ficar surpreso, ele tirou a roupa e entrou na onda õ/
- se voce ja fez sexo a três, e acha normal, imaginem a 4? 
hahay, a tia acabou de chegar, ligou o som e entrou na onda ;O

gente ;O que pena ;/
esqueçi do resto da história (correndo).
quando me lembrar eu posto a parte2 --' ;O


Não fui eu, mas..

Aquelas situações bem pouco constrangedoras, onde a culpa não foi sua, mas todos a sua volta pensam que foi, e você sente uma vontade incontrolável de gritar: NÃO FUI EU!

A porta do elevador se abre e você entra. Lá dentro se encontra um elemento suspeito. Quando a porta se fecha você começa a sentir aquele cheiro de gatinho morto. Você olha pra cara do cidadão, dá um sorrisinho amarelo e pensa: Peidou né filhadaputinha?
O elevador para no próximo andar e detentor da mão-amarela desce, deixando você sozinho ali no elevador defecado. O elevador sobe mais um andar e entra mais alguém, que sente o cheiro de gatinho morto, olha pra sua cara, dá um sorrisinho amarelo e pensa: peidou né filhadaputinha!
Ai você fica pensando se não seria melhor você se explicar: Olha, esse cheiro de merda que está aqui foi o outro cara que deixou viu?? Eu não tenho nada a ver com isso aqui não! Eu não peidei!! Eu não peidei!!!
Ou então...
Você esta lá tranquila, trabalhando, e derepente sente que precisa urinar. Entra no banheiro, fecha a porta, já vai abrindo o zíper, e quando você levanta a tampa se depara com uma bosta esquecida ali. Você olha pro cocô e imagina ele com a carinha do Macauly Culkin em Esqueceram de Mim 2. Depois de imaginar atores infanto-juvenis você faz o óbvio: Aperta a descarga. E então você descobre que o cocô não era Macauly Culkin, ele era Ghost, e não queria ir embora.
Você sai do banheiro branco, suando frio, e pensando fodeu! Fodeu!
Agora vão achar que a merda é minha!!... Fodeu!! Mas basta voltar pra sala que você se depara com o dono do alien ainda mais branco que você pensado: Puta que o pariu!!

Tem sempre um filho da puta...

Frase do dia :)

A vida não é um placar. O importante NÃO é quantas pessoas estão afim de você. O importante é se aquela pessoa que você ama, te quer. Não importa quantas pessoas vc já beijou e sim a intensidade dos beijos.

A vida não é um placar. Não tenha 'fila', tenha Coração.

Segundo o sol :)

Não curto muita claridade, não curto calor e nem muito fogo nocu, euri SLNADLGKN' mais segundo o sol..
Nada é pra sempre, mas tudo pode se repetir.
A gente sempre pode ser mais do que a gente imagina que é capaz
Nada é definido eternamente.
Acontecem coisas que a gente se surpreende, e se surpreender de forma positiva é uma das melhores coisas da vida.
Todo mundo tem uma visão muito fechada de como a vida é, eles não conseguem ver que tem coisas que ninguém imagina que pode acontecer e acontecem, que a vida e as pessoas são muito mais do que todo mundo pensa.
Tem pessoas especiais aqui, que são diferentes das outras,
sabe, a gente acha que comanda e escolhe tudo da nossa vida, que a gente escolhe por quem vamos ter aquele sentimento a mais, mas é porque a gente é besta mesmo, a gente até pode mandar em varias coisas que fazem parte da nossa vida, mas tem coisas que simplesmente não podemos fazer nada a respeito e é quando você se pergunta: O que ta acontecendo?
Eu te respondo. Ta acontecendo que a gente pensa que faz o nosso destino, e muitas vezes a gente até faz, mas quando aquela força suprema resolve interferir;
Ninguém pode mudar nada.
É porque tem que acontecer, não da pra entende,
é sem explicação, não tem explicação.
Quando aparece um "segundo sol" na sua vida, você não pode simplesmente apagar ele, porque ele é muito forte e mesmo que você tente, parte dele, das coisas que ele transmite vão te atingir.

Confiança.

Você sente uma enorme necessidade de confiar nos outros? Bem, eu sinto. Eu preciso disso, preciso confiar nas pessoas a minha volta, se não eu não fico bem. Acontece que na maioria das vezes eu não confio em ninguém, ou confio em qualquer pessoa que apareça na minha frente e acabo me decepcionando. Acho que por causa disso eu tenho tanto medo e tanta necessidade de confiança.
Mas a verdade é que ninguém é completamente confiável a outra pessoa que não seja você mesmo. Afinal, se você tem um segredo e você conta para alguém, porque espera que essa pessoa o guarde, se você mesmo não conseguiu?  Pessoas mudam, se distanciam e deixam de ter o compromisso de confiança umas com as outras, se é que um dia existiu. Então é fato que, se você confia demasiadamente em determinada pessoa, você literalmente quebra a cara.
Eu acho que as pessoas deveriam tentar confiar mais nelas mesmas do que nos outros. Você não sentirá mais tanta necessidade de confiar nos outros como sente agora. Mas o pior de tudo é que eu sei disso. Sei, mas não faço. Continuo tentando e falhando em confiar nas pessoas. Não consigo, não confio, nunca. Mesmo que pareça, eu não confio. Mesmo que eu diga, eu não confio. Mas preciso. É claro que não estou lhe dizendo para desconfiar de tudo e todos. Mas se você realmente confiar em você, não vai mais sentir esta necessidade de confiar nos outros. Não vai mais ser necessário, porque você já tem a você mesmo e é tudo que precisa. E aí você consegue confiar, sem precisar, e não se decepcionar! :)
agr! olha pra minha cara de idiota:
 :}
aiai :/ eu preciso mudar, tenho que parar de falar tanto e começar a agir tanto. E acho que o primeiro passo para isso é parar de falar que vou fazer uma coisa sem ter a certeza de que vou fazer, e só posso ter a certeza depois de ter feito. Então vou começar a agir primeiro, falar depois. Mas e aí? já tô falando que vou fazer uma coisa que não tenho certeza se vou. :~ buut eu vou tentar, é isso aí. Eu vou tentar agir mais do que costumo agir e de maneira diferente. é a vida (8)

ownt vlw pelas visitinhas e pelos comentarios *-*

boatarde cara de cu *-*

vamos falar de "Modinhas" -tenso ;s
Todos os dias aparece uma modinha na internet ou tv. \aa Foi por isso que eu, a pessoa mais informada do mundo -qn, resolvi escrever algumas aqui. hm

1) Calças coloridas 
Pode até ser que na sua cidade ninguém use , porque é pequena e imbecil como a minha , maaaaaaaas você que é super-ultra-mega-power cool, estilosa e tem um fake -q já viu essas coisitchas linduxas @me matando@ -q
então procure uma loja virtual slá, e compre a sua y.y depois passo o site e.e se tiver apressadinha (o) só é morrer -fikdik. as bandinhas do momento só usam roups assim, alias as meninas ficam doidas pelos meninos das bandas que são tudo viadinho (fatto) sem mudar de assunto, restart tem uma lojinha com as mesmas roupas da banda --' ah qse dane é mt caro ;x

1) Bandinhas
Ah criança pobre e podre que vive ouvindo radio, e forrozin .-. (correndo)
você pode até não gostar ou nem conhecer -q mais quem não acha as musicas dessas bandinhas fodas -da um grito --' (êeeee õ/ -ahvaitefoder -q. quem nunca ouviu restart, cinne, nxzero, fresno, forfun, ou ate mesmo a bandinha do momento, hori ;~ se não ouviu nem vou dar dica ne? ;@


3) Saga Crepúsculo
Nossa quecu, eusei- ja ta enjoando, o primeiro filme foi linds, o segundo nem tanto, mais eu ja to cansado não aguento mais oque o Edward faz pra morder a bella. aa, morde logo né porra? ;x (stress)



4) Mulheres frutas
¬' Sem coments né ? Afinal essas porcarias nem aparecem mais na tv. hm, talvez no tv fama, mas parei de ver hihi. ah tem uma na minha sala, mulher balão, ah não é fruta mais é uma mzr la ;@ na verdade, só botei esse tópico aqui porque tava sem idéia. -q

5) Rebolation entre outras.
Não tem coisa mais insuportável e desnecessária do que essa música nojenta. Que cabimento há nessa letra : "Bota a mão na cabeça que vai começar o rebolation, tion, o rebolation" ?
@dançando@ mt pior é: eusou o lobo mau, auau, é os pirralhos da minha rua um comendo um outro cantando essa musica, não podemos fazer nada pois sexo ta na moda. (parei;x)

mudando de assunto ¬'

GRAAAAÇAS á Deus amanhã não tem aula, tiradentes morreu õ/ axo que todo dia deveria morrer uma pessoa "importante" ;x (eufalomesmo) ;@ ta achando ruim, então se come :) geeeente acabei de assistir um filme tão linds *-* "5OO dias com ela", ain foi um dos filmes mais lindos que ja assisti, chorei do fim ao fim, to pensando em chorar dnv [aaa] me identifiquei muito com ele, então, assistam ouviu pessoas felizes ? qja ta na minha lista *-* ah nem me venha me pedir emprestado, porke eu conheço uma pessoa que ate hoje não me entregou meus dvds preferidinhos :/ afs ja pedi mais se eu for abuzar demais, vão falar -nossa ele morre por um dvd pirata, ah vai te foder -q e devolve meus dvds :/ (chorandomt) nossa não sei como não fui proibido ainda de acessar, ontem tava de 11 hrs acessando no pc normals, daí pai chegou, eu desliguei só o monitor HAHA* e disfarçei, daí eu peguei o not, e me tranquei no quarto e deishei uma coisa baishando, não queira saber oque e.e daí 15minutos depois, minha madrasta chegou: tiktik, ai eu peera ae, ai desliguei com tudo e coloquei o not debaisho da cama, ai ela falou, cade o not? ai eu td vermelho, falei, ta ali ;O ela pegou, só ouvi os gritos dela e meu pai, falando que ia me proibir e tals, ah eu quero mais é que tome no cuzinho ;O parei de escandalos ;x afs meu flamengo perdeu, tempo de prova, ta chegando as festas ai, e eu tô de luto :/ que fodan manno, então só oque me resta fazer é escrever no cu desse meu blog, que niguem lê, ah vai tomar no cuzinho ;x nossa se alguem tiver lendo deve ta assustado ne? se não ta gostando da lezera é só clicar no quadradinho vermelho que tem uma cruzinha vermelha? nossa é uma cruz ou um xiz ? xiz de XUUUUUXA - adoron, parei ;x bandas vem pra ca, de graça ;O ah mais pra falar serio voces não tem noção que
ah se voce não ta vendo direito como eu, faz o seguinte, clica na foto duas vezes, tira a mão do mouse, passa o dedo no cu e cheira ;O eurialto. HAHA mais voces viram oque eu vi? LUUUUUAN SANTANA*
de graça ;O obrigado e volte sempre;*

ultimamente estou postando mais textos, doque falando de mim, mais é claro se quizer saber de mim só é procurar no google --' (parei de tanta lezera) mentira eu não parei *O* ah deisha eu ser feliz, eu gosto de postar os textos, e as frases e minhas lezeras, se não ta gostando porke ta me seguindo? ;x nossa- olha minha faca? ;O parei serio.
não tem mais nada pra fazer, então to indo me fuder, beijos mil, siiiiiiiiim, postei uma história linda, tem 3partes *-* vale a pena ler, mais é praticamente um livro, se quizer perder tempo lendo pode perder, e se quizer ficar cego, eu recomendo :) beijos ;*


O importante :)

..não são quantas pessoas telefonam pra você, nem com quem você saiu ou está saindo. Não são seus sapatos, nem seus cabelos, nem a cor da sua pele, nem onde você mora, que esporte você pratica ou o colégio que freqüenta. O importante não são suas notas, seu dinheiro, suas roupas ou se passou no vestibular. Na vida, o importante não é ser aceito ou não pelos outros. Na verdade, o importante é quem você ama e quem você fere, é como você se sente em relação a você mesmo, é confiança, felicidade e compaixão, é ficar do lado dos amigos e substituir o ódio por amor. É o que você diz e o significado das suas palavras. É gostar das pessoas pelo que elas são e não pelo que têm, fingem ou pretendem ser, isso é o importante.

Apostas do Destino (parteI).

não tem oque fazer? ler com calma, mais lê *-*


Apostas do Destino
Capítulo I
Hermione estava sentada em baixo de uma das árvores em frente ao lago. Seus olhos castanhos estavam cheios de lágrimas e olhavam os próprios pés, meio escondidos pela capa. Ela não se importava de estar sentada no chão e de possivelmente estar sujando a roupa que usava, ela só queria se esconder de todos. A noite estava fria, mas ela não sentia o vento bater-lhe o corpo. A luz da lua não iluminava o suficiente, impedindo-a de perceber que um vulto se aproximava devagar pela penumbra.

Não iria perceber que ele estava por perto por causa do tamanho da angústia que sentia, porém, o vulto acabou pisando em falso e fazendo barulho ao tentar ficar em pé. Assustada com o som dos galhos se quebrando que o vulto fizera, ela engoliu o choro e olhou para o lado, na direção de onde vinha o barulho.

-Malfoy. – ela disse, reconhecendo-o. O loiro não sorriu sarcástico como costumava fazer ao ver a morena com os olhos molhados. Seus olhos estavam cerrados, pareciam piores que o de costume. Sua expressão era de tristeza e necessidade de vingança e perto de Mione, ele fez questão de olhar para baixo para olhar seus olhos.

A garota se levantou com dificuldade, e já de pé olhou no fundo dos olhos dele. Ela também carregava a mesma expressão de Draco e seus olhos saltavam em direção dele, querendo mais que tudo destroçá-lo em mil pedaços. Apertou as mãos com força, guardando a vontade apenas para si.

Os olhares de ambos se perderam no brilho da lua que era refletido nos orbes dos dois. Mas o desejo de vingança era tanto que eles ignoraram esse pequeno instante de perdição e logo voltaram a ser quem eram. Por um momento, eles ficaram em silêncio, sem agir, a respiração ofegante, os olhares cerrados, os dentes a mostra, cerrando-se também. Mas isso não durou por muito tempo.

A garota juntou toda a vontade e a força que tinha na mão direita e liberou tudo junto com sua raiva no rosto do loiro. Ele até tentou se defender, percebendo o movimento, mas a mão da morena fora mais rápida e os cinco dedos dela ficaram marcados nele. Com o rosto latejando, ele voltou-se irado para a garota. Empurrou com força contra a árvore e a segurou lá, com a respiração mais ofegante do que antes.
~*
A morena abriu os olhos, sonolenta. Na noite anterior, estudara até tarde. Os últimos exames do ano estavam cada vez mais próximos e ela queria se sentir segura. De fato, sentia que exagerava e exigia demais de si mesma, mas fazia bem a ela ter a certeza de que não teria surpresas quando os resultados saíssem.

Para sua sorte, era sábado e não seria tão puxado. Poderia relaxar um pouco durante a tarde se necessário. Sentada em sua cama, ainda enrolada nas cobertas, passou seus olhos pelo dormitório, observando as camas das colegas. Apenas Lilá e Parvatil continuavam dormindo. Mione ia acordá-las, mas deixou de lado. Lembrou-se da última vez que acordara Lilá e decidiu por não repetir a dose de stress logo de manhã. Soltou-se então das cobertas e, saindo do dormitório, andou em direção do vestiário. Lá, tomou um banho e se arrumou. Pronta, olhou-se em um dos espelhos que havia lá. Prendeu os rebeldes cabelos, porém continuava insatisfeita com o que viu. Sabendo que não havia como melhorar, ignorou a visão que tinha diante de seus olhos e se encaminhou para fora do vestiário e depois, foi para o salão, onde encontrou Harry e Rony aguardando-a impacientes.

-Por que demorou tanto? – perguntou Rony, olhando bravo para a amiga. Mione não respondeu, pois seu cansaço não permitiu, mas Rony continuou. – Sorte sua que o Harry ta de bom humor. Se dependesse de mim, já estaríamos no salão comendo.

-Ai Rony, desculpa – a morena respondeu, se irritando – Próxima vez não precisa me esperar então, ta certo?

-Bom dia pra você também – Rony respondeu, irritando-se mais.

-Bom dia pra mim também? Ah, Rony, você que está todo irritado, não eu. Se eu soubesse que ia começar o dia assim, já acordava a Lilá. Assim o dia ia ficar perfeito.

-Mione, deixa quieto. Ele ta nervoso. As provas tão chegando, lembra? – Harry se intrometeu, separando os dois, tentando acalmar os nervos dos amigos. – Vamos de uma vez, por favor.
~*

Draco estava sentado num dos sofás do salão comunal sonserino. Havia acordado cedo, mas estava sem ânimo para tomar café, principalmente sozinho. Draco Malfoy nunca ficava sozinho por muito tempo, nem mesmo quando queria. E aquele dia não foi exceção: o loiro não ficou só por tanto tempo. Logo Thomas Erilcky se aproximou dele e sentou-se para conversar no sofá a frente de Draco após cumprimentá-lo.

-Fala Draco – o garoto falou animado, o que não surpreendeu Malfoy. Thomas era um dos amigos mais próximos de Draco, estavam no mesmo ano. Super parecido com ele não apenas na aparência, mas também na personalidade. Por isso se entendiam muito bem. A única diferença entre os dois loiros, além dos olhos, era a animação de Thomas. Ele sempre encontrava um jeito de rir da vida e sorrir para todos. Às vezes até soava meio falso, mas era o jeito dele.

-Firme? – perguntou Malfoy, no tom de sempre.

-É, indo. E a Pansy?

-O que tem ela? – Draco perguntou desconfiado.

-Nada, nada! – Thomas respondeu com prontidão. – Faz uns dias que eu não vejo vocês juntos. Na verdade faz uns dias que eu não converso direito com você e muito menos com a Pansy. Você sabe que ela me detesta, mas isso não vem ao caso. Vocês ainda estão juntos?

-É, estamos naquelas, saca? A gente vai e volta. Mas acho que agora estamos mais estáveis. Se bem que... – mas o garoto não conseguiu terminar de falar, pois alguém o assustou pulando em seu colo. Por um momento, ele arregalou os olhos, mas após reconhecer quem pulara, voltou a sua expressão de indiferença costumeira – Pansy, eu já te falei para não fazer isso. Se você quer sentar, faça isso como uma pessoa normal.

-Ai, Draco. Também não precisa me tratar assim. – retrucou Pansy, se levantando, entediada. Mas Draco a segurou pelo braço, puxando-a de volta.

-Você já fez mesmo, agora fala o que você quer.

-Ah, eu não queria nada! – disse a garota, manhosa, tentando se soltar do garoto, mas ele era forte o suficiente para segurá-la com apenas um dos braços.

-Larga de cu doce. – irritado, Draco falou, segurando os braços da garota com força.

-É Pansy, você já atrapalhou a conversa mesmo – concordou Thomas, que havia ficado quieto até aquele momento. Só então, quando o garoto falou, que Pansy percebeu a presença dele por perto. Ela olhou torto pra ele e depois voltou o olhar para Draco.

-Eu já estou indo comer. Você vai também? – perguntou, acariciando o namorado. Draco respondeu que ia e então Pansy se levantou do colo dele e em seguida, ele se levantou do sofá. Thomas fez o mesmo e os três seguiram juntos para o Salão Principal.
~*
Depois do café, Mione foi com Harry e Rony para a biblioteca. Mesmo sendo cedo, ela já estava cheia, como sempre ficava quando as semanas de provas estavam por perto. Por sorte eles conseguiram arranjar uma mesa e lá ficaram estudando durante a manhã até dar o horário do almoço. Depois dele, nem tentaram voltar à biblioteca, pois sabiam que depois do almoço era impossível arranjar um lugar confortável lá dentro.

Decidiram por ir ao jardim, sentar-se por lá e estudar. Como o dia estava bonito e o tempo, fresco, sem nenhum vestígio de possível chuva, não haveria nenhum problema. Pelo contrário: iria ser muito melhor e bem mais gostoso do que o calor infernal da biblioteca por causa de tanto calor humano.

O sol não estava muito forte, mas eles preferiram sentar-se a refrescante sombra de uma das árvores. Sentados e protegidos, pegaram os livros e pergaminhos e começaram a estudar em meio a conversas e gracinhas. Como sempre, Mione era o ‘oráculo’ de Harry e Rony, pois acabou tirando as dúvidas dos amigos, ou melhor, explicando todas as matérias novamente, já que prestar atenção que é bom, eles não prestaram em nenhuma das aulas e possivelmente, nem na explicação da garota.

Mas eles se deram por satisfeitos ao final da tarde por terem estudado o dia todo. Melhor dizendo, Mione ficou satisfeita, pois Harry e Rony ficaram aborrecidos por terem perdido o dia estudando. ‘Podíamos ter jogado quadribol o sábado todo, mas não, você tinha que nos encher o saco, dizendo que tínhamos que estudar’, reclamou Rony, lá pelas cinco da tarde.

Mione deu um suspiro de tédio e, finalmente vencida pela maioria, fechou o livro. ‘Pronto Rony, já terminamos’, ela disse, aborrecida. ‘Satisfeito?’

-Ótimo. Agora sim o dia vai ficar bom! – ele retrucou – Ah, não, mas o dia já ta acabando, NE? – continuou, em tom de deboche – Pois é, o sol já está se pondo. Obrigada Hermione!

-Para de reclamar, Rony. – revidou Mione, brava – Depois você fica com nota baixa e a culpa é minha que não te ajudei a estudar.

-E você não me ajuda mesmo, você me obrigada a estudar. Ajudar e obrigar são coisas diferentes, sabe?

-Obrigada pela ótima aula de vocabulário, Ron. – Mione disse, virando os olhos. – Vamos subir e deixar essas coisas no salão comunal. Dá até um tempo para relaxarmos antes do jantar.

-Ah, que ótimo. Ela está falando em alguma coisa além de estudos.

-Ron, chega. – disse Harry, já começando a se irritar também com o amigo.
~*
Draco estava sentado junto de Thomas, Crabbe e Goyle na mesa da Sonserina no salão principal. Draco e Thomas conversavam enquanto comiam. Crabbe e Goyle, porém, apenas engoliam o jantar. Draco tentava ignorar a ação dos amigos, apenas dando umas olhadas tortas para eles, não falando nada para recriminá-los. Como o salão estava cheio e todos estavam ocupados conversando e comendo, não havia perigo do loiro passar vergonha.

Então, sentado no banco, Draco viu Dumbledore se levantando de sua cadeira. Parecia estar pedindo silêncio, iria falar algo. ‘Maldito velho’, ele pensou, revirando os olhos de tédio. Aos poucos, o salão foi ficando em silêncio e Draco pediu para si mesmo que o diretor fosse rápido. Tentou prestar atenção nele, mas logo sua atenção foi parar em outra pessoa. Pansy andou agachada em direção dele sem fazer nenhum ruído e sentou-se em silêncio ao lado dele. Em seu ouvido, cochichou que precisava falar com ele, urgentemente.

-Pansy, depois a gente conversa. – Draco falou baixo, abraçando-a – Temos que fingir que nos importamos com o que esse velho diz. – ele apontou com a cabeça para Dumbledore.

-Mas é importantíssimo. – ela insistiu.

-Depois. – novamente, Draco disse baixo, mas firme e voltou sua atenção para Dumbledore. Pansy suspirou e voltou-se para o diretor, a fim de ouvi-lo.

-Por esse motivo... – Dumbledore falava calmamente como de costumava – esse ano, ao final das semanas de provas, teremos um Baile de Inverno. Será uma ótima oportunidade para vocês se recomporem depois dos exames e para se divertirem. E para fazer isso ficar mais interessante, a partir da próxima semana, os prováveis pares deverão comparecer sempre juntos nos jantares; as mesas não serão mais separadas por casas. – ele parou por um momento – E não se preocupem com o vestuário. Já comunicamos a seus pais e, em breve, vocês receberão suas vestimentas – ao terminar de falar, ele abriu um sorriso e sentou-se novamente.

Mais do que rápido, o salão se encheu de vozes e risadas novamente só que com mais entusiasmo. O próprio Draco tentou abrir um sorriso ao pensar que seria uma festa, mas seu ânimo logo baixou quando lembrou que era a direção que ia organizar a festa, ou seja, nada de bebidas alcoólicas.
~*
-Isso sim é um gênio! Uma festa logo depois dos exames. – vibrou Ron logo após Dumbledore terminar de falar. Os amigos ao redor riram um pouco da animação do amigo.

-A parte da festa é boa, mas e o baile? Que merda é essa de par? Já não bastou a humilhação do baile do ano retrasado? – lembrou Dino Thomas, indignado.

-Mas essa é a magia do baile. – retrucou Mione – Ter um par, dançar coladinho.

-Você fala como se soubesse muito! – disse Ron, irônico.

-O que você dizer com isso? – perguntou Mione, irritando-se.

-Nada garota. Fica calma. – Ron falou, rindo.

~*

Após terminar de comer Draco levantou-se e seguiu para fora do salão principal com Pansy. Ele sentia a garota suando frio, parecia muito nervosa. Ele se encaminhou em direção das masmorras, a fim de ir para o salão comunal. Mas a garota o puxou para fora do castelo. Ele estranhou o lugar que a garota o levava; Pansy não gostava muito de andar pelos jardins, pois se sujava quando passava por eles. Mas naquele dia ela parecia não se importar, parecia querer se afastar de qualquer pessoa que pudesse atrapalhá-los.

A garota se sentou em um dos bancos que havia por lá. Draco ficou em pé, observando-a. ‘Senta!’ ela pediu, olhando fixo para o namorado. Ele disse que preferia ficar de pé, pois não podiam demorar. Mas a garota insistiu. ‘Draco, senta. Isso é sério!’ O loiro então obedeceu e sentou-se, virado de frente para a garota. Pansy ficou um tempo quieta, de cabeça baixa, olhando para as próprias mãos. Parecia escolher as palavras certas para dizer.

-O que foi? – Draco perguntou seco, levantando o rosto da garota com a mão. Mas ela continuou em silêncio, enquanto olhava fundo nos olhos dele. O loiro retribuiu o olhar e, ao fazer isso, percebeu lágrimas nos olhos dela, mas deixou quieto, talvez ela estivesse apenas cansada. – O que você queria me falar? – Pansy respirou fundo, se aproximou do namorado e pegou-lhe as mãos. Ela fez que ia falar algumas vezes, porém não conseguiu. Percebendo o dilema da garota, o garoto perdeu um pouco a paciência – Fala de uma vez.

-Draco, eu to grávida. – ela disse ofegante. O loiro arregalou os olhos e saltou do banco de tanta surpresa.

-Como assim, grávida? – ele não estava entendendo a situação. – Como você pode estar grávida se você nunca quis... – ele ficou em silêncio por um momento, parecia entender o porquê do medo da garota. – VAGABUNDA!

-Amor, calma! – Pansy pediu, se levantando e indo em direção do garoto. Ela tentou abraçá-lo, mas ele não aceitou o toque dela. Quando ela se aproximou, Draco a empurrou para longe.

-Não encoste, fique longe de mim. – ele falou, irritado. Pansy, porém, tentou novamente se aproximar, chorando.

-Draco, por favor. Não faça assim comigo. – ela disse. Draco soltou um curto grito de raiva, pegou Pansy pelos ombros e a empurrou com força contra a pilastra.

-Você prefere que eu faça assim? – o sangue dele corria rápido. O rosto estava muito vermelho, nunca ficara com tanta raiva de alguém. – E você dizia que não estava pronta. E eu tentando ser sensível esperei. Esperei por você sua vadia. Você não presta. – ele disse, cerrando os dentes.

-Draco, não. Não é isso; eu queria ter certeza que eu estaria pronta pra você.

-E foi se preparar com outro, não foi? Quem é ele? – ele perguntou, chacoalhando-a. Pansy não respondeu, deixando-o mais furioso. Ele a balançou de novo, batendo-a contra a pilastra. – Responde! – mas ela continuou quieta. Enfurecido, o garoto a empurrou de novo contra a pilastra, porém com muita força e depois a soltou. Machucada por causa das batidas, Pansy se encolheu no chão, chorando. – Não se atreva a se aproximar de mim novamente. – terminando de falar, depois de dar uma última olhada na garota, ele se virou e foi andando em direção do castelo furioso.

-Draco, espera! – suplicava Pansy, vendo o garoto se distanciar, tentando se levantar. – Por favor, espera! Eu posso explicar. DRACO!

~*

Draco passara a noite toda acordado, furioso com Pansy. Não conseguia acreditar no que a garota fizera, mesmo satisfeito com que havia feito. Nunca que iria permitir que o traíssem e saíssem impunes. Não ia tentar descobrir com quem havia sido, pouco lhe importava quem era o outro. Só queria encontrar um jeito de se vingar da garota da pior maneira possível, fazê-la se sentir um nada, algo sem importância na vida de Draco. O ‘como’ era o problema. E foi pensar nesse ‘como’ que o mantivera acordado.

Logo a manhã de domingo chegara e, por mais incrível de parecesse, ele não estava cansado. Talvez a motivação de arranjar um modo de se vingar de Pansy desse-lhe força para ele ficar bem. Depois de se arrumar, ele foi ao salão comunal encontrar Thomas, pois eles iriam juntos tomar café. Enquanto iam, ele pensou em contar sobre Pansy, mas deixou quieto. O amigo provavelmente iria zoá-lo por ter sido traído. No entanto, Thomas tocou no assunto.

-Ontem à noite você voltou todo irritado e nem comentou nada. Eu fiquei estudando até tarde e vi a Pansy voltando da ala hospitalar depois, chorando. Como eu era o único ainda acordado, ela não recusou meu consolo mesmo me desprezando. Ela me contou o que aconteceu. Acho que você exagerou.

-Ah, vai se fuder, Thomas. – Draco retrucou, irritado. – O que foi que aquela vadia te contou?

-Ow, calma ai. Ela falou que vocês terminaram e que você ficou furioso, mas não quis entrar em detalhes.

-Ah, ela só contou isso? Então depois você vai fala com aquela garota e pede pra ela contar tudo direito. Fala também que se ela sair contando a versão dela pra Hogwarts inteira, que eu vou contar a verdade. Quer saber, não fala nada. Só manda ela pra puta que a pariu.

-Ta, eu falo com ela. – disse Thomas, assustado com o amigo.

~*

-Ron, você já decidiu quem você vai convidar pro baile? Dessa vez vamos ser rápidos. No outro baile tivemos que ir com a Parvatil e a Padma. Elas são legais, mas vamos pegar parceiras decentes. – falou Harry, sentando-se na mesa da Grifinória na hora do almoço. Mione lançou um olhar fatal para Harry, que engoliu seco o que dissera.

-Pois é. Se fizermos do mesmo jeito que no ano retrasado, vamos ter que ir com parceiras tipo... A Hermione. – Ron falou, zoando. Ele e o amigo riram, mas ao verem o olhar da amiga, calaram-se.

-O que você quer dizer com isso, garoto? Acho que meu par no último baile foi melhor que o seu.

-É, foi por pura pena!

-Ah, cala a boca Ron. Eu posso conseguir um bom par quando que quiser, ta?

-Ah é? Consegue?

-Consigo, ta? – depois de encarar o amigo ela começou a comer, mas foi interrompida pelo ruivo que levantou o rosto dela com a mão.

-Então vamos apostar. – ele disse, em tom desafiador. – Se você ganhar e escolhe o que fazer comigo. Mas se você perder, você vira minha escrava por duas semanas. – Mione analisou o amigo por um momento, mas não hesitou em responder.

-Feito. O que você quer?

-Se você arranjar um par decente para o baile, você ganha. O seu parceiro não pode ser nem eu nem o Harry. Neville, Dino e Simas também estão fora de cogitação. E você deve ser convidada e não ao contrário.

-Me aguarde Ron.
~*

-Ow, para com isso, Draco. Ficar nervoso não vai mudar sua situação – falou Thomas, vendo o amigo almoçar – E descontar na sua comida menos ainda. Você devia falar com a Pansy e resolver esse problema. Pelo que eu conheço vocês deve ser só mais uma futilidade.

-Não fala o que você não sabe, ta? Quando a Pansy te contar a verdade a gente conversa. Agora me deixa comer quieto.

-É melhor eu também ficar quieto. O cavalo ta trocando a ferradura.

-Malz, Thomas. Mas eu não to bem, você sabe disso. Então não provoca.

-Cara, fica de boa. Daqui a pouco passa e vocês voltam. Ela te ama e você sabe disso.

-Ama o caralho. Eu nem me importo com o que ela sente. Eu só quero me vingar. E eu vou achar um jeito de maltratá-la pouco a pouco.

-Maltratar mais do que você já fez? Cara, ela correu muito atrás de você, ela vai voltar. Espera.

-Thomas, acorda! Eu to pouco me fudendo se ela terminou comigo. O problema não foi a gente ter acabado. Consegue entender isso?

-Se você me dissesse qual foi o problema eu poderia te ajudar.

-Aquela vadia me traiu. Aquela maldita ta grávida de outro. E você quer que eu fique de boa? Não tem como, enquanto eu não me vingar, não tem como. – por um momento Thomas ficou muito assustado, esperando Draco fazer alguma coisa, mas como Draco parou de falar, ele tentou se acalmar e desviou a atenção do amigo, começando a falar.

-Você ta falando sério? Se estiver, eu te apóio numa vingança.

-Ah, finalmente você acordou pra vida real. O problema é como me vingar.

-Oras, apareça com outra no baile.

-Como se isso fosse machucar muito. Ela sabe que eu posso ter qualquer garota que eu quiser.

-Ela pode saber disso, mas não imagina que você vai estar com outra tão rápido. Mas não pode ser com qualquer uma. Tem que ser alguém que ela não suporte, alguém que ela odeie. Tem que ser Hermione Granger.

-O que? Não, qualquer uma menos ela. Ah não, até a pobretona da Gina Weasley, mas a sangue-ruim não. Essa Granger é nojenta. Nem pra me vingar da Pansy eu sairia com ela.

-Você não quer se vingar da Pansy? Esse é o sacrifício que você deve fazer. Você deve agir rápido. O baile é daqui a alguns dias. A única que com certeza vai conseguir te ajudar nessa vingança se chama Hermione Granger.
(continua)

Apostas do Destino (parteII).

Apostas do Destino
Capítulo II

Mione estava andando em direção do banheiro feminino do quarto andar. Estava num intervalo entre suas aulas então não precisava correr. Triste e entediada, ela entrou no banheiro e foi até a primeira pia. Depois de lavar as mãos e o rosto, seco-os e ficou olhando seu reflexo no espelho. Já havia voltado a ser o que era, já estava feia novamente. Não importa quanto tentasse, ela nunca seria bonita suficientemente para alguém olhá-la de verdade.

Ela encostou a mão no vidro, passando-a pelo seu reflexo, como se com os dedos ela pudesse melhorar suas feições, mas não conseguiu o impossível, tirando a mão o espelho. Triste, colocou as mãos sobre a pia e olhou para os pés. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Quebrando o silêncio, ouviu alguns passos se aproximando e de repente, parando. Olhou para o espelho novamente. Como ele era direcionado para a porta, ao fundo viu o reflexo dele. Achou que era apenas uma ilusão sua, por isso, virou-se para a porta e se surpreendeu vendo que era ele mesmo. Por mais incrível que parecesse era Draco Malfoy mesmo. O loiro não tinha expressão alguma no rosto. Ele se aproximou em silêncio e, frente a frente com Mione, olhou fundo nos olhos dela.
~*
Para a infelicidade dos alunos de Hogwarts, o domingo passou rápido e logo já era segunda. Naquela semana começavam as revisões para os exames, deixando os alunos mais ansiosos. O stress estava em alta na escola, era praticamente uma moda que todos seguiam. E por causa disso, era normal ver colegas discutindo em todo o canto.

Mione tentou não ficar mais estressada que o necessário. Fez o impossível e o improvável para se concentrar nos estudos, até mesmo nos horários vagos. E foi num desses horários vagos antes do jantar que Mione estava estudando perto do lago, como sempre, que Draco se aproximou dela. Para a surpresa da garota, ele estava sozinho, mas estava com aquele sorriso sarcástico de sempre.

O loiro se sentou ao lado da morena. Melhor dizendo, não do lado, muito mais próximo que o normal. ‘O que você quer?’, ela perguntou fria e seca, sem tirar os olhos do pergaminho e continuando a escrever.

-Arg. Estranhei você estar sem seus... hum. Amigos. – ele disse, com desprezo e nojo na voz.

-Estranho é você estar sozinho. Seu ego cresceu tanto que a distância que seus amigos devem estar de você aumentou? – ela disse irônica.

-Há, há. Engraçadinha. – ele respondeu também irônico e depois ficou quieto. Mione continuou escrevendo, fingindo não saber que o loiro estava ali. Ele a observava de cima a baixo com desprezo. Depois, olhou para o lago, para mudar a visão. Não agüentava ficar tão próxima dela e ainda ter que ficar olhando-a por muito tempo. Depois de um tempo, a garota levantou a cabeça e vendo que ele ainda estava ali, suspirou entediada e jogou a pena no tinteiro.

-O que é que você quer? Fala de uma vez! – falou a garota, irritando-se – Se você veio me tirar do sério, desculpa, mas eu tenho coisas mais importantes pra fazer hoje. Se bem que qualquer coisa é mais importante que você. Então, seja rápido.

-Ah, e você se julga muito importante, não? Você não passa de uma sangue-ruim, quando vai entender isso? – Draco revirou os olhos e voltou a olhar pro lago. Mione olhou feio para o garoto, mas não deixou por aquilo mesmo.

-E foi isso que veio me dizer? Se foi, parabéns, já conseguiu provar que você não tem criatividade pra achar algum xingamento. Agora já pode ir embora. Você está poluindo o meu ar.

-Quem está poluindo o ar aqui é você. E não, não foi pra isso que vim. Eu ia conversar com você como pessoas civilizadas, para acabar com nossas diferenças. Mas você acabou de provar que isso não é possível com pessoas da sua laia.

-Obrigada pelo elogio. – Mione retrucou, dando um sorriso. Draco sorriu irritado, depois se levantou e se afastou da garota. Onde estava com a cabeça? Pedir a ajuda de Hermione Granger? Não precisava dela, arranjaria alguém muito melhor.
~*
Depois de passar pelos jardins de volta, todo enfezado, Draco passou pela porta entrada do castelo e avistou Thomas Erilcky no Hall de Entrada, aguardando-o, cheio de esperança e sorridente, como sempre.

-E então? Como foi? – perguntou Thomas vendo o amigo loiro se aproximando. Draco o olhou com cara de bunda, irritado.

-O que você imagina? Aquela garota é estúpida. Não tinha nada que fosse um pouco melhor? Nem precisa ser muito, só um pouco já é o suficiente!

-Ah, não exagera, Malfoy. Ela é gostosinha, vai? – o amigo tentou animá-lo.

-Então vai você com ela, porque nem pagando eu me aproximo daquela garota de novo. – ele ia se virar e seguir para o salão comunal descansar um pouco antes de jantar, mas Thomas o segurou pelo ombro e o puxou de volta.

-Ow, quem é que queria se vingar da ex-namorada?

-Para com essas, vai?

-Não, não. Quem é que queria?

-Ta, eu queria, mas ela não merece tanto.

-Merece sim, Malfoy. Amanhã você vai tentar de novo. Você não está entendendo que ela é sua única chance?

-Quem não está entendendo é você: eu desprezo até o fio de cabelo daquela garota e ela não quer me ver nem pintada de ouro. – Draco estava começando a se cansar da insistência do garoto depois de um dia todo o ouvindo insistir que ele fosse falar com Hermione.

-Pode deixar que amanhã eu vou falar com e preparo o terreno para você. Aposto que você não quer falar com ela porque sabe que ela é muito difícil. – Erilcky desafiou o amigo.

-Se eu a quisesse, eu a conseguiria sozinho. Uma garota que nem a Granger são dois palitos. – retrucou Draco, cerrando os olhos.

-Ah, duvido. Uma daquelas? Nunca que você ia conseguir. – continuou Thomas em tom desafiador.

-Se eu quisesse, eu conseguiria. – perdendo a paciência, Draco disse.

-Quer apostar?

-Essa garota não vale uma aposta. – Draco virou-se em direção das masmorras e já estava andando em direção delas, mas Thomas conseguiu que voltasse com apenas uma frase.

-Você está com medo de perder. – ele disse, sorrindo maliciosamente. Draco virou-se novamente para o amigo e olhou desafiador. Andou até Thomas e frente a frente, falou, com bastante firmeza:

-Você quer apostar? Então vamos apostar.
~*
Dando o horário do jantar, Mione correu para o salão comunal para deixar o material que estava usando e depois desceu rapidamente para o salão principal. Lá encontrou uma arrumação diferente. Ao invés das quatro mesas compridas, haviam muitas outras mesas médias e várias um pouco menores que essas, algumas já ocupadas. Ela procurou Ron e Harry com os olhos. Eles estavam sentados numas das mesas menores com Neville, Luna, Gina, Dino, Simas, Lilá e Parvatil. Além do lugar que Mione ocupou, ainda restaram dois lugares, que ficaram vazios por um longo tempo. Aos poucos, o salão foi enchendo, o barulho costumeiro crescendo. As mesas foram ocupadas pelos alunos, misturando casas e anos. Observando o lugar, Mione chegou a conclusão que era bem melhor assim, pena que era apenas no jantar.

Mas logo a morena foi tirada de seus pensamentos. Ron, que estava do seu lado, cutucou-a e perguntou ‘Você já conseguiu um par?’.

-Ah, Ron, para com isso. Só faz um dia, não enche, vai?

-Ué, você não era a super poderosa Mione?

-Cala a boca. – irritada, a garota virou o rosto em direção da porta. No momento em que ela olhou, Draco Malfoy e companhia entravam no salão. Irritada, ela virou o rosto novamente, só que para os amigos. – Loiro oxigenado irritante.

-O que foi? – perguntou Ron, ouvindo a reclamação da morena.

-Hoje a tarde aquele estúpido do Malfoy veio falar comigo. É impressionante como ele consegue me irritar.
~*
O jantar fora mais divertido que o normal e parecia que tinha passado muito mais rápido. A comida também parecia estar com um gosto mais gosto. Tudo parecia estar melhor, pelo menos para Hermione. E mesmo tendo se irritado com Malfoy na tarde daquele dia e tendo que fazer ronda naquela noite, o dia estava indo bem. Depois do jantar, ela voltou para o salão comunal, onde estudou mais um pouco antes de sair com Rony para a ronda noturna. Fora do salão, se separaram para fazer seus serviços.

Em silêncio, enquanto fazia a ronda, Mione pensava nas probabilidades que existiam de alguém a convidar para o baile. Entristeceu-se vendo que elas eram quase nulas. Se bem que no último baile, Viktor havia convidado-a, mas Viktor não estava lá e ninguém de Hogwarts a convidaria. Além de se sentir humilhada no baile por não ter nenhum par, ela ainda teria que ser escrava de Ron por duas semanas. Pior castigo que aquele? Nenhum. Sua situação era desesperadora.

Perdida em seus pensamentos, ela não prestava atenção por onde andava, por isso acabou trombando com alguém, tropeçando nos pés desse alguém e caindo no chão. ‘Não olha por onde anda não?’ ela perguntou, irritada, se levantando. De pé, ela continuou ‘Podia pelo menos ter me ajudado a levantar’. Depois de se recompor, ela olhou para a pessoa com que trombara. Draco Malfoy, sempre Draco Malfoy. ‘Tinha que ser’, ela pensou.

-Acho que quem não olha por onde anda é você.

-Ah, cala a boca, garoto. E para de me perseguir. – a garota se virou e começou a andar, a fim de continuar sua ronda, mas o loiro foi atrás dela, segurou-a pelo braço e a virou para si. – O que você quer? – perguntou ela, sem paciência.

-Me disseram que você está desesperada porque vai ficar sem par, afinal, ninguém vai te convidar. Se quiser... – ele disse, sorrindo sarcástico, como sempre. A garota se soltou das mãos do loiro e limpou o lugar segurado por ele.

-Acho que quem está desesperado é você. O que foi? Perdeu seu charme, é? – ela respondeu, sorrindo, depois se virou e começou a andar.

-Eu quero você, Hermione. – ele disse sério. Mione gelou. Draco Malfoy nunca a chamara de Hermione. Sempre encontrava um jeito de chamá-la por um xingamento, até mesmo usando apenas seu sobrenome. No interior, sabia que ele estava zoando com ela, mas mesmo assim, se assustou. E assustada, ela virou de volta para o garoto.

-O que você disse?

-Ah, mas é burra. Você acreditou.

Draco lançou um sorriso para Mione, mas ela fechou a cara, irritada. ‘Idiota’, ela bradou e depois, virou-se e saiu andando. ‘Como alguém consegue ser tão estúpido?’ ela pensou, perguntando a si mesma.
~*
Como todas as aulas que Mione tivera na segunda, a aula de História da Magia foi uma revisão. Normalmente nessa aula os alunos costumam dormir, não pela matéria em si, mas pela forma de explicar do professor. O jeito de falar e a voz dele são soníferos para os alunos. Mas naquela aula, todos permaneceram acordados. O professor não falou nada durante a aula, apenas passou uma lista de exercícios de revisão para os alunos, deixando-os livres para conversar durante a aula, desde que fizessem os exercícios.

Sentado do lado de Ron, o ruivo fez questão de colocar pressão na amiga. ‘Será que hoje você arranja um par? É bom correr. Se não vai ficar sem! E ai, vai ser minha escrava por duas semanas’.

Mione olhou feio para o amigo, irritada, não pensou em nada, simplesmente pegou suas coisas e mudou para uma mesa vazia. Achou estar a salvo, mas então olhou para seus arredores. Draco Malfoy estava sentado a apenas duas mesas atrás dela e a mesa seguinte dela estava vazia. O loiro oxigenado trocou de mesa também e se sentou atrás da morena.

-Olá minha sangue-ruim preferida.

-Ah, oi colega estúpido.

-Quando você vai conseguir me cumprimentar sem um xingamento?

-Quando seu ego diminuir, quem sabe?

-Nossa, essa me atingiu. Merlin, como você é poderosa. E então, não conseguiu ficar longe de mim?

-Da onde você tirou essa idéia?

-Oras, você mudou de lugar. É óbvio que é para ficar perto de mim. Desculpa Granger, mas comigo você não tem chance, nem nascendo de novo.

-Quem pediu pra ser meu par foi você, lembra? Acho que é o contrário. Quem não tem chance é você. Agora, me dá licença. Volta pro seu mundinho, vai. E me deixa quieta.

-Ui, ta nervosa. Ta bom então. Quando você precisar de mim, a gente conversa. – ele empurrou o queixo da morena, sorrindo e depois voltou para seu lugar. Durante o resto da aula, o garoto ficou quieto. Não encheu a garota a aula toda, surpreendendo-a. Ela até olhou para trás para ver se ele não estava zoando-a com os amigos em silêncio. Mas o que não foi sua surpresa é que eles não estavam mais na sala. Pelo menos assim, ele não a irritaria.
~*

O resto da semana passou muito rápido, principalmente porque alguns professores liberaram os alunos de algumas aulas a fim de dar-lhes mais tempo para estudar para os exames. Alguns até aproveitaram o tempo a mais para realmente estudar, mas a maioria gastou-o fazendo nada, conversando com os amigos ou paquerando um par. Por causa disso, no final de semana seguinte a maioria dos alunos já tinha um possível parceiro. Se nada de errado acontecesse, não teriam que ficar desesperados dois dias antes do baile a procura de alguém.

Mione, infelizmente, não tinha par. Apesar de haver mais duas semanas antes do baile, não havia muito tempo para procurar, afinal, precisava de um par para os jantares ‘preliminares’, por mais que achasse aquilo uma idiotice. Mione ainda estava de boa, mas não ia ficar assim por muito tempo, visto que alguns dos possíveis garotos já tinham par. Mas não era motivo para se desesperar, por enquanto.

Durante aquela semana, Draco Malfoy a perseguiu pela escola toda, cada vez de um jeito: às vezes irritante, às vezes sarcástico, às vezes irônico, às vezes maldoso, às vezes até engraçado, mas sempre insuportável. Mas sempre que ele vinha conversar com ela, estava sozinho e eles sempre acabavam discutindo, e isso já estava cansando a garota, até estava ficando sem argumentos.

Para piorar, todos os dias Ron fazia questão de lembrar Mione que ela estava sem par e que ela ia perder a aposta, fazendo-a até cogitar em convidar Malfoy para ir ao baile. Mas então lembrava que era o loiro oxigenado e que ela não podia convidar seu par, se não perdia a aposta também. Mas ainda estava calma, precisava ficar calma. Era domingo e no dia seguinte as provas começavam. Não podia entrar em desespero por nada. Por causa dos exames, ela foi dormir mais cedo no domingo. Ao deitar na cama, dormiu mais do que rápido e nem rolava na cama, mesmo ansiosa.
~*
Hermione estava correndo contra o relógio. Havia acordado se atrasado para o almoço e, conseqüentemente, estava atrasada para o exame daquele dia. Depois de engolir o almoço todo em poucas garfadas, ela correu escadas acima, para a sala de aula. No meio do caminho, encontrara Ron, que a parara para conversar.

-Ron, eu to atrasada!

-Eu sei. Mas eu preciso saber uma coisa.

-Fala logo então.

-Você já arranjou um par?

Mione ficou irritada. Não acreditou que o amigo a parara só para colocar pressão nela. Ela apertou as mãos de raiva, virou-se sem dizer nada e saiu andando em direção ao seu destino.

~*
O primeiro exame de Hermione, o de Runas Antigas, não estava nada fácil. Depois de terminá-lo, a garota estava desgastada até os ossos. Para sua sorte, nas semanas de provas não havia nada além dos exames durante o dia. Parecia uma forma de deixar o aluno mais a vontade e dar-lhe mais tempo para se preparar para as provas seguintes estudando ou relaxando.

Como já tinha estudado para todas as provas, ela decidiu por relaxar. Chamou Harry e Ron para jogar xadrez de bruxo, mas ambos estavam no desespero deles para estudar. ‘Eu avisei’, ela disse, vendo-os se descabelando. E depois, foi passear sozinha. Andando pelo castelo percebeu que ela era uma das poucas pessoas que estava tentando relaxar. Os outros deixaram para estudar tudo na última hora. ‘Irresponsabilidade dá isso’, pensou, quando passou perto da biblioteca e viu-a lotada, como sempre.

-Granger. – ela ouviu. Infelizmente, reconheceu a voz, mas se virou do mesmo jeito para ver quem era. Entediada, não se surpreendeu ao ver que era Draco Malfoy.

-O que você quer? – ela perguntou seca. Percebeu então que repetira muitas vezes essa frase durante aquela semana, e todas com Draco Malfoy. ‘Olha que bela forma de gastar meu latim’, pensou.

-Continua sem par, não?

-O que isso importa pra você?

-Na verdade, nada. Eu tenho até pena de você. Vai ser humilhada, a única sem par no Baile de Inverno. Coitadinha! – falou ele, sarcástico. Mione fez uma careta e retrucou.

-Se eu ficar sem par ou não isso é um problema só meu, ta?

-Mas eu posso te livrar desse problema. – ele disse, se aproximando dela, com um sorriso malicioso – Você pode ir comigo.

-Ir com você? Eu prefiro ir com um hipogrifo, por favor. – ela disse, empurrando-o para longe. Mas então parou e pensou. A voz de Ron ecoou em sua cabeça ‘E ai, vai ser minha escrava por duas semanas’. Será que aquela aposta valia seus princípios? Se valia ou não, ela não podia e nem iria perder. – Bom, fique claro que não somos amigos. – ela completou.

-Ótimo. – ele disse, então. – Me aguarde no Hall hoje antes do jantar. – e depois, ele foi embora, deixando a garota atordoada com seus pensamentos.

-Onde esse mundo vai parar? – ela perguntou para si mesma.
~*

Draco sentou-se no sofá do salão comunal a frente de Thomas. Erilcky sorria e por um momento, Malfoy desejou tirar aquele sorriso do rosto do amigo. Mas isso ele faria depois, ganhando a aposta.

-Então, aquela sangue-ruim nojenta é mais fácil que eu imaginava. – Draco comentou com o outro loiro.

-Ah é? Teve avanços?

-Ela aceitou meu convite para o baile.

-Para pessoas que se odeiam, vocês tão muito rápido não?

-Ela estava desesperada, eu vi isso nos olhos dela. Coitada. Quem em sã consciência a convidaria?

-Você? – Thomas zoou o amigo, sarcástico.

-Isso é diferente. Nós temos uma aposta em jogo! – protestou Draco – Se não fosse por isso, ela levaria um chá de cadeira e eu ia rir por um bom tempo.

Os dois loiros riram por um momento, imaginando a morena sozinha no baile. E depois ficaram por uns instantes em silêncio. Thomas ia falar quando Pansy se aproximou e, de pé, tentou conversar com Draco.

-Draco, posso falar com você? – mas o loiro a ignorou completamente. Nem sequer se deu ao trabalho de olhar para a garota. Pansy então o cutucou. – Draco, por favor! Fala comigo.

-Eu não tenho nada para falar com você. – ele disse, irritado, virando-se para a garota. Pansy arregalou os olhos por um instante, assustada. Depois que se acalmou, ela fez que ia falar, mas Draco percebeu e logo a cortou – Não, eu não vou com você no baile. Sim, eu já tenho um par. Agora vaza daqui, não agüento respirar o mesmo ar que você por muito tempo.

Os olhos da garota encheram-se de lágrimas. Chorando, ela se afastou e correu para seu dormitório. Draco nem se virou para olhá-la correndo. No fundo ainda se importava com ela, mas tinha que ser forte e fingir que ela não era nada.

-Pegou pesado, Malfoy. – Thomas recriminou o amigo.

-Você é estranho. Diz que eu tenho que me vingar e até me incentiva a continuar na vingança e depois, dá pra trás e fica com pena da Pansy. Decida de uma vez de que lado você está! E se você der pra trás e falar que ela não merece que eu me vingue, eu vou quebrar a sua cara, porque eu já convidei a maldita Granger. E eu não estou nem um pouco afim de ir conversar com ela mais uma vez.
~*
-Hey, Mione! – chamou Ron, que estava sentado no sofá em frente a lareira, ao ver a amiga passando. A garota foi até o ruivo e sentou-se ao seu lado.

-Quem você está esperando? – ela perguntou curiosa. – E cadê o Harry? – ela passou os olhos pelo salão comunal, mas não encontrou o amigo moreno.

-Ele já foi! Eu estava te esperando par irmos jantar juntos, a não ser que você já tenha compromisso. Ah, não, é você. Então não tem problema. – Ron sorriu zombeteiro – Brincadeira, Mione! Eu sei que você vai arranjar um par e vai esfregá-lo na minha cara. Se não arranjar, vai ser minha escrava. Vou até ficar com dó de você se isso acontecer.

‘Acho que estamos tendo distúrbios de personalidades em Hogwarts, não é possível. Ron malvado, Draco legalzinho. Em que mundo estamos?’ a morena pensou consigo mesma.

-Vamos, então! – disse ela, depois os dois se levantaram e juntos seguiram para o salão principal. Lá procuraram Harry e ficaram meio envergonhados ao encontrá-lo quase aos beijos com Gina. Faltava muito pouco para que eles se beijassem. E o clima da mesa esfriou quando a morena e o ruivo se sentaram. Logo depois de Mione e Ron, chegaram Luna, Lilá, Parvatil e Dino, esfriando mais ainda o clima. Aquela noite, o jantar fora um dos mais divertidos. Todos pareciam empolgados com o baile e não pareciam preocupados com os exames, o que era bom, ou não.

Depois do jantar, todos voltaram aos seus dormitórios, com exceção dos monitores. Eles ficaram de fora para já fazerem a ronda já que o jantar aquela noite havia durado um pouco mais.

-Amanhã você vai me ajudar a estudar Transfiguração, não vai? – perguntou Ron a Mione, enquanto faziam a ronda.

-Eu ajudo. Você ta com muita dificuldade?

Mas Ron não conseguiu responder, pois alguém se aproximou e começou a chamar a morena. ‘Oh sangue-ruim. Vem aqui!’ Os dois amigos nem precisaram se virar para saber que era Draco Malfoy. Ron já ia começar a discutir com o loiro, mas Mione o impediu, falando que no salão comunal os dois conversavam sobre a matéria e depois, foi em direção do loiro, entediada. Vendo que a amiga estava indo na direção de Malfoy, Ron se virou e continuou sua ronda.

-O que você quer, encapetado? – ela perguntou, ainda entediada.

-Eu não falei para você me esperar no Hall de Entrada?

-Ah, falou. Mas era pra te esperar mesmo? Você ficou me esperando?

-Você se julga muito importante, não? É óbvio que não! Eu passei no Hall e você não estava como eu mandei.

-E você pensa que manda em mim?

-A partir do momento que você é meu par, eu mando. E você, como uma boa serva, obedece, a não ser que queira ir sozinha.

-Antes só do que mal acompanhada.

-Há, se você pensasse assim, você não teria aceitado meu convite.

-Ah, Malfoy, vai pro inferno! – Mione disse, empurrando o loiro para longe, mas ele pegou o braço e a puxou para si. Ficaram os dois frente a frente, os olhares fixos, em silêncio, por um momento.

-Quantas vezes você já ficou assim com alguém Granger? Nenhuma? Não me espanta. Como alguém gostaria de alguém como você? Se eu te beijasse ia ser um favor que faria a você. E você ia lembrar-se de mim com ódio pelo resto da vida por ter dado seu primeiro beijo. Ou quem sabe, ia lembrar-se com suspiros. – o loiro apertou o corpo de Mione mais forte contra o seu. A morena não sabia o que fazer, não sabia como reagir. Seus olhos mostravam seu espanto. Draco foi aproximando mais o rosto, mas Mione caiu em si e o empurrou para longe.

-Você pirou? – ela perguntou, livrando-se dos braços do loiro. – Quem é você? – ela se virou e saiu andando rápido, com o coração batendo mais forte. Vendo a garota se distanciar, Draco abriu um sorriso malicioso.
~*
Os dias que se seguiram foram a mesma coisa. Apenas uma prova por dia, sem nenhuma aula durante o resto de tempo vago. Os jantares eram sempre muito divertidos, mesmo não tendo muito diferença de um jantar normal. Infelizmente, nem todos foram divertidos, pois na sexta, Mione acabou tendo que jantar com Draco Malfoy. O Baile já estava próximo e ela precisava ‘mostrar a Hogwarts’ que ela tinha um par. Ela passou o jantar quieta, ou pelo menos tentou. Mas tanto o loiro quanto os amigos dele pareciam querer desesperadamente acabar com a noite da morena. Às vezes ela respondia, mas a maioria das vezes ficou quieta. Eram muito contra uma.

Deu graças a Merlin quando o jantar terminou. Praticamente foi a primeira a levantar-se e a primeira a sair do salão. Como todas as outras noites, o jantar fora até mais tarde, por isso, nem voltou para o salão comunal, já ficou para fazer a ronda noturna. Quando finalmente achou que tinha se livrado de Malfoy, ele apareceu para irritá-la mais.

-Achei que você poderia ser um pouco menos chata. Mas isso deve ser impossível para alguém como você – disse ele, zombeteiro. A morena nem olhou para ele. Decidiu voltar a filosofia de ignorar pessoas como Draco. Mas ele não gostou de ser ignorado e a puxou pelo braço, apertando-o. – Você olha pra mim quando eu estiver falando com você!

-Eu estou olhando. – irônica, ela disse, sorrindo. Porém, Draco não se deu por satisfeito, e a puxou contra o corpo, como sempre fazia quando ela não lhe dava atenção. Sorrindo sarcástico, olhou fixo nos olhos da morena. Durante aquela semana, a morena aprendera a reagir mais rápido quando Malfoy a agarrava, mas daquela vez o loiro fora mais rápido. Puxou-lhe o rosto e a beijou. Os olhos da garota arregalaram e o mais rápido que conseguiu, empurrou-o para longe.

-IDIOTA! Agora eu vou lembrar que meu primeiro beijo foi com um estúpido. – ela limpou a boca, irritada.

-Vai dizer que você não gostou do favor que eu te fiz.

-Cala a boca, garoto.
~*

Deitada em sua cama, no dormitório, Mione tentava esquecer a cena que havia passado com Draco naquela noite, mas o loiro oxigenado não lhe saia da cabeça e o gosto dele não deixava seus lábios. Estava com muita raiva dele. Como conseguia fazer algo tão desprezível assim? E o que estava acontecendo com ela? Por que estava pensando tanto em Draco, não apenas naquela noite, mas durante a semana toda. ‘Maldito cupido! Por ele não, por favor’ Mas o estrago já estava feito e o coração já estava flechado.

No dia seguinte, sendo sábado, não havia exame, então Mione decidiu passar a tarde nos jardins para relaxar e esquecer o que acontecia com ela. Mas nem lá, Draco Malfoy a deixou em paz. Ele parecia querer estar presente em todos os momentos para atormentar a garota.

-E como está sendo seu primeiro dia depois do seu primeiro beijo? – ele perguntou como sempre sarcástico, sentando-se na mesma distância que sempre sentava.

-Péssimo. E agora piorou.

-Mau humor tem remédio, sabia?

-Ah tem? E qual é? – ela perguntou irônica e irritada. Draco se aproximou e colocou a mão no rosto da morena e a outra na cintura dele.

-Esse. – depois de falar, ele a puxou e a beijou. Mione ia afastá-lo, mas não conseguiu. Infelizmente, o toque dele enlouqueceu-a, ela seguiu o impulso de aceitar o beijo e retribuí-lo. Ela fechou os olhos e passou os braços pelo pescoço do loiro, deixando-o guiá-la. A língua de Draco mexia de um lado para o outro, ensinando a Mione como fazer. As mãos de Draco acariciam o corpo da morena deixando-a arrepiada. A sensação era boa, mas como tudo que é bom, logo a acabou.

-Draco! – alguém falou, com choro na voz. O loiro virou-se para ver quem era e vendo que era Pansy, levantou-se rapidamente, deixando Mione no chão, espantada. – Você já ta com outra... Você ta com essazinha.

-Se você pode ter outro, porque eu não posso. Agora, licença. O clima aqui já congelou. – o loiro se virou e saiu andando para longe das duas garotas. Pansy olhou Mione de cima a baixo, e deu uma risadinha falsa. Depois se virou e seguiu Draco. A morena só ficou observando os dois sonserinos irem embora, não entendendo o que estava acontecendo. Foi então que Ron se aproximou. Sua expressão não era muito amigável, ele não estava na contente.

-Mione, você ta com o Draco? – o ruivo nem se sentou, foi direto.

-É o que parece? – ela disse irônica. Ron deu um suspiro de irritação, virou-se e foi embora. A morena nem se importou para onde ele estava indo. Mas devia ter se preocupado..

(continua)

Apostas do Destino (parteIII).

Apostas do Destino
Capítulo 3

O clima do jantar naquela noite não foi muito bom. Ron não havia esperado Mione para ir ao salão, forçando a morena a ter que esperar Draco. O loiro não sorriu ao ver a garota, o que fez com que ela ficasse triste no seu interior, embora não soubesse. Os dois sentaram-se na mesma mesa que Thomas. Jantaram o mais rápido que conseguiram, parecia até combinado. Já haviam terminado de comer quando Pansy e Ron se aproximaram da mesa e se sentaram. Ficaram os cinco na mesa: Hermione, Draco, Thomas, Pansy e Ron, se olhando, em silêncio.

-Então, Malfoy, agora que você já conseguiu o que queria, você já pode terminar com essa daí e contar a verdade pra ela. – Pansy foi a primeira a falar, quebrando o silêncio.

-E você também Mione, pode contar também. – disse Ron.

-Contar o que? – perguntaram Draco e Mione, em coro. E foi em coro que Ron e Pansy responderam.

-O seu segredo. – Mione e Draco arregalaram os olhos e ficaram em silêncio. Mais uma vez, quem quebrou o silêncio foi Pansy.

-Se você não contar, eu conto. – ela disse, olhando feio para o loiro. – O Thomas me contou tudo. O Draco queria se vingar de mim e apostou com o Thomas que iria te conquistar fácil, fácil. – Ron então olhou para Pansy, triunfante.

-Sabe que a Mione apostou uma coisa também? Ela apostou que ia arranjar um par para o baile muito rápido.

Mione olhou para Draco furiosa e Draco retribuiu o olhar. A morena se levantou da mesa e saiu do salão, correndo e chorando. Saiu do castelo e correu para os jardins. Seu coração batia forte e ela sentia uma dor imensa nele. Parou perto de uma das árvores. Lágrimas de frustração escorriam pelos seus olhos.

Hermione então se sentou em baixo dessa árvore em frente ao lago. Seus olhos castanhos estavam cheios de lágrimas e olhavam os próprios pés, meio escondidos pela capa. Ela não se importava de estar sentada no chão e de possivelmente estar sujando a roupa que usava, ela só queria se esconder de todos. A noite estava fria, mas ela não sentia o vento bater-lhe o corpo. A luz da lua não iluminava o suficiente, impedindo-a de perceber que um vulto se aproximava devagar pela penumbra.

Não iria perceber que ele estava por perto por causa do tamanho da angústia que sentia, porém, o vulto acabou pisando em falso e fazendo barulho ao tentar ficar em pé. Assustada com o som dos galhos se quebrando que o vulto fizera, ela engoliu o choro e olhou para o lado, na direção de onde vinha o barulho.

-Malfoy. – ela disse, reconhecendo-o. O loiro não sorriu sarcástico como costumava fazer ao ver a morena com os olhos molhados. Seus olhos estavam cerrados, pareciam piores que o de costume. Sua expressão era de tristeza e necessidade de vingança e perto de Mione, ele fez questão de olhar para baixo para olhar seus olhos.

A garota se levantou com dificuldade, e já de pé olhou no fundo dos olhos dele. Ela também carregava a mesma expressão de Draco e seus olhos saltavam em direção dele, querendo mais que tudo destroçá-lo em mil pedaços. Apertou as mãos com força, guardando a vontade apenas para si.

Os olhares de ambos se perderam no brilho da lua que era refletido nos olhos dos dois. Mas o desejo de vingança era tanto que eles ignoraram esse pequeno instante de perdição e logo voltaram a ser quem eram. Por um momento, eles ficaram em silêncio, sem agir, a respiração ofegante, os olhares cerrados, os dentes a mostra, cerrando-se também. Mas isso não durou por muito tempo.

A garota juntou toda a vontade e a força que tinha na mão direita e liberou tudo junto com sua raiva no rosto do loiro. Ele até tentou se defender, percebendo o movimento, mas a mão da morena fora mais rápida e os cinco dedos dela ficaram marcados nele. Com o rosto latejando, ele voltou-se irado para a garota. Empurrou com força contra a árvore e a segurou lá, com a respiração mais ofegante do que antes.

-Você é mais estúpido do que eu imaginava – ela disse, em meio a tentativas de respiração. O loiro a largou então.

-Eu te desprezo! – ele falou e depois foi embora.
~*

O loiro havia acabado de sair do Salão Principal, os olhos ainda furiosos por tudo que estava acontecendo. Primeiro Granger, a sua Granger; desde quando ela era de Draco, ele não sabia, mas algo nela havia feito com que a visão de mundo dele mudasse, algo em Hermione havia prendido-o a ela, mas a raiva pelas apostas feitas não permita que ele destruísse mais o seu orgulho. E agora isso.

-Draco! – ele escutou alguém o chamando, e sabia quem era, mas se recusara a virar-se. – Espera, deixa eu te explicar! – o loiro, no entanto, não parou por causa do chamado, apenas parou porque Thomas, a pessoa quem o estava chamando, foi mais rápido e apareceu na frente dele, forçando-o a diminuir o passo.

-Fala de uma vez, não vou gastar meu tempo com você. – Draco foi frio com o amigo.

-Desculpa Draco, eu sei que isso não vai reparar meu erro, mas eu sempre fui afim da Pansy, não deveria ter feito aquilo, mas eu fiz. Ela me enlouquecia, eu a queria mais do que tudo.

-E isso foi motivo o suficiente para você me trair. – a resposta de Draco foi mais seca do que Thomas esperava, deixando-o sem fala. Foi Draco que continuou – E eu achava que vocês não se davam bem, Pansy estava sempre pisando em você, mas essa foi a forma que vocês encontraram de me enganar não foi? E o pai daquele filho é você, não é? – os olhos de Draco estavam escuros de fúria, amedrontando o amigo, que não respondeu a pergunta. – E a aposta foi apenas um jeito de me tirar do caminho, não foi? – Draco pegou com força no braço de Thomas, esperando por uma resposta, mas esse continuava calado. – Responde! – ele o chacoalhou com força.

-Não era isso que eu queria que acontecesse. É exatamente tudo isso que você falou, mas eu não esperava que a Pansy continuasse a querer você, esperava que ela fosse desistir. Não era para ela desistir da aposta, era para você ficar com a vadia da Granger.

Draco não se conteve, socando o rosto de Thomas com toda a força de seu corpo. Não sabia se o impulso que o tomara fora pelo que Thomas fizera com Pansy ou se fora pelo jeito que ele falara de Hermione, a única coisa que tinha certeza era que não poderia ter feito melhor, virando as costas e se afastando do outro.
~*
Os dias seguintes foram os piores da vida de Mione. Apesar de Draco não a zoar, ela sentia que faltava algo. Ela não conseguiu fazer nenhum dos exames, não por não saber resolver, mas por falta de vontade. Seus pensamentos estavam em outro lugar. Estava desiludida e mal conseguia olhar de frente para Draco. Não sabia o que estava sentindo e não queria sentir. Na verdade, não sabia o que queria. Por mais que não quisesse aquele sentimento, queria sentir de novo o que havia sentido ao beijar Draco. Era complicado demais para explicar. O garoto fizera o mundo da garota desandar.

-Por que eu tinha me apaixonar por ele? Por quê? Por que ele? Você podia ter me deixado de lado, podia não ter brincado com meu coração. Maldito cupido. Que Merlin o castigue.

Mione estava andando em direção do banheiro feminino do quarto andar. Estava num intervalo entre suas aulas então não precisava correr. Triste e entediada, ela entrou no banheiro e foi até a primeira pia. Depois de lavar as mãos e o rosto, seco-os e ficou olhando seu reflexo no espelho. Já havia voltado a ser o que era, já estava feia novamente. Não importa quanto tentasse, ela nunca seria bonita suficientemente para alguém olhá-la de verdade.

Ela encostou a mão no vidro, passando-a pelo seu reflexo, como se com os dedos ela pudesse melhorar suas feições, mas não conseguiu o impossível, tirando a mão o espelho. Triste, colocou as mãos sobre a pia e olhou para os pés. Uma lágrima escorreu pelo seu rosto. Quebrando o silêncio, ouviu alguns passos se aproximando e de repente, parando. Olhou para o espelho novamente. Como ele era direcionado para a porta, ao fundo viu o reflexo dele. Achou que era apenas uma ilusão sua, por isso, virou-se para a porta e se surpreendeu vendo que era ele mesmo. Por mais incrível que parecesse era Draco Malfoy mesmo. O loiro não tinha expressão alguma no rosto. Ele se aproximou em silêncio e, frente a frente com Mione, olhou fundo nos olhos dela. A morena não soube o que fazer. Não sabia se o mandava para longe ou se o abraçava. O loiro parecia estar no mesmo dilema.

-Eu não sei o que você fez comigo, mas eu não consegui parar de pensar em você durante esses dias. Fiquei perdido entre a razão e a emoção, mas eu decidi que não vou deixar você. A aposta foi antes de nós. Se você não me quiser, me diga agora. Mas eu vou esperar o quanto for necessário. – ele falou, ofegante. Mione não respondeu, parecia não estar entendendo o que Draco falava. O loiro ficou esperando a resposta, mas ela não veio. Ele então se distanciou da garota e, em silêncio, saiu do banheiro, deixando-a sozinha, pensativa.

~*

Finalmente, depois de tantos exames, a noite do baile chegara. O castelo todo estava se preparando para o evento. Tanto alunos, professores quanto fantasmas estavam animadíssimos para a festa. Parecia que apenas Mione não estava animada com o baile. Enquanto todos se apressavam para se arrumar, a morena estava sentada em um dos sofás do salão comunal. Ron já estava pronto, estava apenas esperando Lilá para ir pro salão. Então, ele viu a amiga sentada, triste e solitária. Foi até ela e sentou-se ao lado.

-Não fica assim. Você vai se divertir muito hoje! – Mione não falou nada – Olha, eu retiro a aposta. Você pode ir sozinha que você não vai perder nada! – mas a garota continuou quieta. O ruivo então tirou uma pequena caixinha do bolso. – Ah, mandaram te entregar.

A garota virou-se para ver o que era. O pequeno embrulho reluzia na mão de Ron. Ela hesitou em pegar, mas o garoto insistiu e falou que não era dele, era de outra pessoa, depois se levantou e desapareceu da vista da garota no salão.

Mione abriu o presente devagar, com medo do que havia dentro. Mas seus olhos brilharam ao ver o que era. Dentro da caixinha havia um anel, uma aliança. Ela a retirou a caixa e olhou a parte de dentro, onde estava escrito ‘Draco e Hermione’. Seus olhos brilharam ainda mais. Decidida, colocou o anel no dedo anular e se levantou. Ainda tinha tempo.

~*

Draco estava no Hall de Entrada, inquieto. Ron havia acabado de passar e avisou-lhe que tinha dado tudo certo. Mas ele continuava inquieto. De costas para a escada, ele preferia não olhar para não se decepcionar, mas então algo em seu interior mandou-lhe se virar. E quando se virou, seus olhos brilharam. Hermione estava parada no alto da escada. Usava vestido longo de cor lilás. Era colado e tinha várias camadas de tecido fino e solto. Estava maravilhosa. Aquele vestido deixava-a perfeita. O cabelo arrumado e solto concluía o trabalho que o vestido começava. Ela sorria, o vestido a embelezava e, em sua mão, algo reluzia. E Draco sabia o que era.

Mione desceu as escadas devagar e andou em direção de Draco. Frente a frente com o loiro, ela sorriu. Ele então pegou na mão da Mione, a que estava com a aliança e perguntou, olhando fundo em seus olhos.

-Hermione, você quer ir ao baile comigo?

A garota abriu um sorriso ainda maior. ‘Ah, com você eu até namoro!’. O loiro sorriu de volta, abraçou-a e depois a beijou. Mione retribuiu e se sentiu mais completa do que na primeira vez. Era ele e mais ninguém. E ele sabia disso.